CAPOF - Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão
Demonstrações Contábeis 2003




NOTAS EXPLICATIVAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE 31/12/2003

 

 

 

1 - CONTEXTO OPERACIONAL

 

            A CAPOF - Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão - BEM é uma Entidade Fechada de Previdência Complementar, autorizada a funcionar em 24/09/1984, através da PORT/SPC/MPAS 3.361/84, cujo patrocinador e instituidor é o Banco do Estado Maranhão S/A - BEM, constituída sob a forma de Sociedade Civil, sem fins lucrativos, amparada pelas Lei Complementar nº 108/2001 e Lei Complementar nº 109/2001. A Entidade não distribui dividendos ou participações, aplicando os recursos garantidores de suas reservas técnicas integralmente no país. O seu resultado é totalmente vertido em reservas para cobertura de seus compromissos atuariais com os planos de benefícios.

 

            A entidade administra dois planos de benefícios, um com características de "Contribuição Definida", denominado PMB e o outro com características de “Benefício Definido”, denominado PBD.

 

            A partir de julho de 2000 o patrocinador foi federalizado, estando sob a administração do Banco Central do Brasil, ficando a entidade enquadrada na legislação que abrange fundos de pensão cujo patrocinador é um ente federal. Dessa forma a CAPOF ficou sujeita às regras de adequação da paridade contributiva, instituída pela Emenda Constitucional 20/98.

 

            A escrituração contábil é centralizada em sua sede estando revestidas das formalidades legais, sendo escriturada em livros obrigatórios, o Diário e o Razão, capazes de assegurar sua exatidão. As Demonstrações Contábeis estão consolidadas em moeda corrente.

 

            Os critérios e procedimentos contábeis estão em consonância com as Normas Contábeis, definidos pela Secretaria de Previdência Complementar-SPC/MPAS, por meio da Resolução/CGPC nº 05, de 30 de janeiro de 2002, alterada pela Resolução/CGPC nº 10, de 05 de julho de 2002, sendo as Receitas e Despesas registradas pelo regime de competência, excetuando-se as receitas decorrentes das contribuições de autofinanciados, que podem ser registradas pelo regime de caixa, em conformidade com as normas mencionadas.

 

 

A Patrocinadora, Banco do Estado do Maranhão S/A, sob  a  administração do Banco Central do Brasil publicou em 18/12/2003, o edital de venda  de suas ações,  com o leilão marcado para dia 10/02/2004,na Bolsa  de Valores  de São Paulo.

 

 

2 - ATIVO

 

2.1 - DISPONÍVEL

 

            O saldo de R$ 66.665,90 representa o valor depositado em conta bancária em nome da CAPOF.

 

 

2.2 - REALIZÁVEL

 

2.2.1 - Programa de Investimentos

                                                                                                                                    R$mil

 

            Os ativos de investimentos foram segregados por tipo de plano de benefícios, Plano de Benefício Definido (PBD) e Plano Misto de Benefício(PMB), considerando a aderência aos compromissos e exigibilidade atuarial de cada plano. Levou-se em consideração o perfil de cada ativo, em função de sua liquidez, duration e rentabilidade (risco x retorno). O ativo alocado na Capof refere-se à aplicação em fundo de investimentos dos recursos do Fundo Administrativo da administradora CAPOF.

 

            Os referidos ativos estão precificados e contabilizados consoante os critérios estabelecidos pela Resolução/CGPC nº 05/02, alterada pela Resolução/CGPC nº 10/02.

 

            Encontram-se sob penhora judicial os recursos aplicados no Fundo de Investimentos – FIF-Maxi Cash Rural, no valor de R$ 686 mil, contudo,  no processo, objeto da penhora judicial  já foi realizado  Acordo Judicial, estando a Entidade  aguardando  a liberação da penhora  pelo Juiz.

 

            As  rentabilidades alcançadas no período de dezembro de 2002 a dezembro de 2003, obedecendo a Política de Investimentos  e a segregação  dos Ativos de Investimentos,  foram as seguintes:

 

·        Ativos garantidores do PBD: 23,80%, superior a meta atuarial de 17,01 % aa;

·        Ativos garantidores do PMB: 23,49%, superior  a INPC+6% aa.

 

 

COMPOSIÇÃO CONSOLIDADA DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

                                                                                                              R$mil

 

2.2.2 – Ativo Permanente

 

            O saldo de R$ 118.873,01 está representado pelo Imobilizado. Os valores estão depreciados, com base nos critérios fixados pela Resolução/CGPC nº 05/02.

 

 

3 - PASSIVO

 

3.1 - OPERACIONAL

 

 

3.1.1 - Programa Previdencial

 

            O saldo de R$ 3.600.069,29 representa as contas a pagar de benefícios e retenções de imposto de renda a recolher, referente  dez/03.

 

 

3.1.1.1     – Exigível Previdencial

 

O saldo de R$ 3.261.671,47  refere-se  ao total das  diferenças das Reservas Matemáticas,dos associados  que ainda não assinaram  o Termo  de Quitação e dos que  estão sob judice. As diferenças  em  apreço   foram  verificadas pela Auditoria da CCF  Brasil Previdência , em atendimento a  determinação do Conselho Deliberativo , relativo ao processo de migração  ocorrido em 1999 e reconhecidas pelo BEM,através do Termo  de Transação Extrajudicial ,celebrado entre o BEM  e a CAPOF em 01/07//2002.

 

 

3.1.2 - Programa Administrativo

 

            O saldo de R$ 97.061,40 representa as retenções de imposto de renda e as obrigações sociais a recolher, referente a dez/03.

 

3.1.3 - Programa de Investimentos

 

            O saldo de R$ 32.505,19 corresponde ao IOF a recolher, sobre os empréstimos concedidos aos participantes em dez/03, bem como o imposto do regime especial de tributação - RET do 4º trimestre de 2003 .

 

 

3.2 - CONTINGENCIAL

 

 

3.2.1 - Programa Previdencial

 

            O saldo de R$ 1.253.513,56 corresponde ao provisionamento sobre as ações judiciais de participantes em relação aos seus benefícios, movidas contra a entidade.

 

 

3.2.2 – Programa de Investimentos

 

            O saldo de R$ 2.315.194,68 corresponde às provisões de contingência sobre impostos e contribuições tributárias, principalmente a CSLL, provisionada por recomendação da área jurídica.

 

 

3.3 – EXIGÍVEL ATUARIAL

 

            O saldo de R$ 121.961.344,54 está composto das Provisões Matemáticas, conforme o seguinte detalhamento:

 

3.3.1 -Provisões Matemáticas

                                                                                                                                            R$mil

 

           

As Provisões Matemáticas estão segregadas por tipo de plano de benefícios, Plano de Benefícios Definidos - PBD e Plano de Benefício Misto - PMB em função da exigibilidade atuarial e compromissos de cada plano. Os valores estão contabilizados com base na Nota Técnica Atuarial expedida pela GAMA Consultores Associados Ltda.

 

Durante  todo o mês de novembro de 2003, a CAPOF reabriu o processo de migração para  os associados remanescentes do PBD, que quisessem optar pelo Plano Misto de Benefícios. Como resultado desse processo, houve migração de 34 associados, entre ativos, assistidos e pensionistas. Em conseqüência dessa migração foi necessário transferir o total dos ativos e passivos correspondentes às reservas matemáticas dos associados que migraram para o PMB em um total de R$ 6.041.716,41.

 

COMPOSIÇÃO CONSOLIDADA DO EXIGÍVEL ATUARIAL

                                                                                                              R$mil

 

 

 

3.3.2 – Equilíbrio Técnico

 

            O resultado acumulado do exercício 2002 registra um Superávit de R$ 122.389,46. O resultado do exercício de 2003 foi superavitário em R$ 10.290,73. Os resultados acumulados segregados por planos de benefícios foram os seguintes: Plano de Benefício Definido - PBD : R$ 6.427,08 - Superávit; Plano Misto de Benefícios – PMB: R$ 3.863,65 Superávit.

 

3.4 - FUNDOS

 

3.4.1 - Programa Previdencial

 

            O saldo de R$ 12.709.527,51 corresponde aos Fundos Constituídos conforme Nota Técnica Atuarial emitida pela GAMA Consultores Associados Ltda, responsável técnico pelo passivo atuarial da entidade. O referido fundo é devidamente calculado pelo Atuário responsável, em conformidade com as regras e condições estabelecidas em Nota Técnica Atuarial, bem como observados os dispositivos da legislação vigente, e tem como objetivo a cobertura de oscilações de riscos de forma a garantir possíveis desvios nas Reservas Matemáticas do Plano

 

3.4.2 - Programa Administrativo

 

            O saldo de R$ 6.348.347,13 corresponde aos Fundos Administrativos, a seguir demonstrados:

 

·        Fundo Administrativo de Garantia do Ativo Permanente – R$ 118.873,01

·        Fundo Administrativo    Disponível  PBD – R$   283.045,32

·        Fundo Administrativo    Disponível  PMB – R$   3.142.666,73

·        Fundo Administrativo    Disponível  ADM CAPOF – R$   2.803.762,07

 

 

3.4.3 - Programa de Investimentos

 

            O saldo de R$ 138.194,85 corresponde ao Fundo de Garantia dos Empréstimos, constituído com a arrecadação das Quotas de Quitação por Morte (QQM), descontada dos participantes quando da concessão dos empréstimos. O referido fundo é utilizado na quitação do saldo devedor do empréstimo, em caso de morte do participante-mutuário.

 

 

4 - NOTAS GERAIS

 

4.1 - CUSTEIO ADMINISTRATIVO – OPERAÇÕES ADMINISTRATIVAS

 

            O critério de custeamento das despesas administrativas da entidade está definido pelo atuário GAMA Consultores Associados Ltda, por tipo de plano de benefícios.Para o Plano de Benefício Definido(PBD) 15% e para o Plano Misto de Benefícios(PMB) 15% das receitas de contribuições normais; Plano de Benefício Definido(PBD) 10% e para o Plano Misto de Benefícios(PMB) 10% das receitas de contribuições amortizantes, dentro do limite legal de 15% das contribuições, destinadas à Administração Previdencial.

 

            A entidade passou a adotar, no exercício financeiro de 2002, a modelagem das Operações Administrativas, instituída pela Resolução/CGPC nº 10, de 05 de julho de 2002. Assim, as despesas administrativas comuns passaram a ser contabilizadas no patrimônio da administradora Capof, e as despesas administrativas específicas dos planos PBD e PMB passaram a ser contabilizadas dentro do patrimônio dos respectivos planos.

 

Os Fundos Administrativos foram segregados, mediante critérios estabelecidos atuarialmente, de modo que os Fundos ficassem constituídos dentro do patrimônio de cada plano e no patrimônio da administradora Capof. A constituição do Fundo Administrativo da administradora Capof foi integralizado com recursos oriundos dos Fundos Administrativos dos planos PBD e PMB, conforme  estudo técnico atuarial.

 

 

4.2 - TRANSFERÊNCIAS INTERPROGRAMAS

 

 

          As Transferências Interprogramas seguem os critérios estabelecidos pela Resolução/CGPC nº 05/02, alterada pela Resolução/CGPC nº 10/02.

 

 

4.3 - SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA

 

 

A entidade fez a opção pelo Regime Especial de Tributação-RET, instituído pela Medida Provisória nº 2.222 de 04/09/2001 e anualmente renova essa opção no mês de novembro.

 

 

São Luís – MA, 31 de dezembro de 2003

 

 

STELLIO CASTRO BORGES

BENEDITO EDSON BELFORT LEITE FILHO

Diretor Superintendente

Diretor Financeiro/Administrativo

CPF: 012.024.397-05

CPF: 215.577.803-15

 

 

ELLEN CASSAS TRAVASSOS BRISSAC

MÁRCIA ANDRÉA C.S. LAGES

Diretora de Seguridade

Téc. Contabilidade - CRC/MA 5.605-0

CPF: 149.868.503-00

CPF: 329.779.803-34

 

 


PARECER DO CONSELHO DELIBERATIVO

 

 

Em cumprimento as disposições estatutárias, os Membros Efetivos do CONSELHO DELIBERATIVO da CAPOF – Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão examinaram o Balanço Patrimonial, encerrado em 31 de dezembro de 2003, bem como as demais peças contábeis, componentes das demonstrações financeiras e concluíram pela aprovação dos citados documentos, respaldados, ainda, no que consta nos Pareceres dos Auditores Independentes, do Atuário e do Conselho Fiscal.

 

 

 

São Luís (MA), 09 de Março de 2004.

 

 

 

JURACY LINHARES MELO JUNIOR

Presidente do Conselho

 

 

MARIA DO ROSARIO DE ANDRADE BRAGA CORDEIRO

Conselheira

 

JÂNIO ALVES CUTRIM
Conselheiro

 

 

VALTER ELOI CANTANHEDE

Conselheiro

 

 


 

PARECER DO CONSELHO FISCAL

 

 

 

Os Membros efetivos do Conselho Fiscal da CAPOF/ Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão, no uso de suas atribuições estatutárias e regulamentares, procederam ao exame do BALANÇO PATRIMONIAL, encerrado em 31 de dezembro de 2003 das respectivas demonstrações de resultados do mesmo exercício social, bem como da documentação comprobatória  dos fatos contábeis e atuariais, cuja exatidão é comprovada nos Pareceres dos Auditores Independentes e do Atuário.

 

           Assim, concluímos, que os documentos examinados encontram-se em perfeita ordem e correção, segundo os princípios da Contabilidade, pelo que somos de Parecer que o Balanço Patrimonial, as Demonstrações Financeiras, Atuariais e demais documentos relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2003, sejam aprovados pelo Conselho Deliberativo.

 

 

São Luís, 08 de Março de 2004.

 

 

 

UBALDA MARIA DE FREITAS MIRANDA
Presidente do Conselho Fiscal

 

JOSÉ REINALDO HELUY COSTA RODRIGUES

Conselheiro

 

AUGUSTO CÉSAR DE MORAIS SALGADO

Conselheiro

 

 

MANOEL MURILO FALCÃO

Conselheiro

 


 


 

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

 

09 de fevereiro de 2004.

Ilmos. Srs.

DIRETORES E PARTICIPANTES da

CAIXA DE ASSISTÊNCIA E APOSENTADORIA DOS

FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO - CAPOF

São Luís – MA.

 

1) Examinamos o balanço patrimonial da CAIXA DE ASSISTÊNCIA E APOSENTADORIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO - CAPOF, levantado em 31 de dezembro de 2003, e as respectivas demonstrações do resultado e do fluxo financeiro, correspondente aos exercício findo naquela data, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.

 

2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Fundação; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Fundação, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

3) Os registros das provisões matemáticas, conforme nota 3.3.1, foram baseados em cálculos atuariais, executado exclusivamente sob a responsabilidade de atuário independente. Nossa opinião, no que se refere a essas provisões, é fundamentada em parecer do atuário, que foi emitido em 27/jan./04.

 

4) Em nossa opinião e com base no Parecer do Consultor Atuarial Externo, conforme parágrafo “3”, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo “1” representam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da CAIXA DE ASSISTÊNCIA E APOSENTDORIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO - CAPOF, em 31 de dezembro de 2003, o resultado de suas operações e seu fluxo financeiro, referente ao exercício findo naquela data, de acordo com as Práticas contábeis adotadas no Brasil.

 

5) As demonstrações contábeis relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2002, apresentadas para fins de comparabilidade, foram examinadas por outros auditores independentes, cujo parecer sem ressalva, foi emitido em 28 de fevereiro de 2003.

 

 

 

NÉLSON CÂMARA DA SILVA

CONTADOR CRCRS 023584/O-T-SP-S-MA

HLB AUDILINK & CIA AUDITORES

CRCRS-003688/T-SP-S-MA



RELATÓRIO CIRCUNSTANCIADO SOBRE A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR, PREVISTA NA RESOLUÇÃO Nº 3.121, DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

Aos Srs.
Administradores da
Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão - CAPOF
São Luís - MA

Prezados Senhores:

De acordo com a solicitação de V.Sas., aplicamos os procedimentos relacionados no Comunicado Técnico IBRACON nº 01/04 na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão - CAPOF, com a finalidade de procedermos à revisão do cumprimento das normas regulamentares estabelecidas pela Resolução nº 3.121, de 25 de setembro de 2003, do Conselho Monetário Nacional - CMN, quanto à pertinência dos procedimentos técnicos, operacionais e de controle de seus investimentos adotados pela Entidade para atendimento à Resolução nº 3.121/03 (artigo 56 do Regulamento anexo à Resolução em tela). Conforme Comunicado Técnico IBRACON nº 01/04, de 16/02/04, esse processo compreendeu a obtenção de informações diretamente da administração da Entidade e a inspeção, com base em testes, de documentação comprobatória ou outras evidências. Os procedimentos adicionais aplicados não representam um estudo específico para avaliar a eficácia do sistema de controle interno e não têm o propósito de expressar opinião se as informações fornecidas pela administração asseguram um efetivo controle interno da Entidade.

A responsabilidade pela implantação do sistema de controle interno é da administração da Entidade, conforme estabelecido na Resolução nº 3.121/03. Conseqüentemente, o presente relatório se restringe às informações obtidas durante o processo de revisão mencionado anteriormente; assim, revisões específicas e mais amplas poderão eventualmente revelar outras informações, além daquelas descritas neste relatório.

Os procedimentos executados em atendimento ao Comunicado Técnico IBRACON nº 01/04 foram considerados como parte de nosso estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos sobre os investimentos da Entidade. O exame das demonstrações contábeis, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2003, foi conduzido por outro auditor independente, cujo parecer emitido em 09 de fevereiro de 2004 não contém ressalvas.

No decorrer de nossos trabalhos, efetuados com base em testes, não identificamos descumprimentos de procedimentos técnicos, operacionais e de controle de seus investimentos estabelecido pela referida Resolução.

Os nossos comentários referem-se à situação da Entidade quando de nossas indagações e nossos testes, que foram concluídos em 16 de fevereiro de 2004. Não foram consideradas eventuais modificações ocorridas após essa data.

Pelo fato do propósito específico, este relatório é de uso exclusivo da administração da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão - CAPOF e da Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social.

Recife, 16 de fevereiro de 2004.

ARC & ASSOCIADOS
Auditores Independentes S/S
CRC - PE - 000.355/0-2 - "S" - MA

Antonio Teodoro Gomes da Silva Filho
Contador - CRC - PE - 005809/0 - "S" - MA

 


PARECER ATUARIAL

 

 

                        RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ATUARIAL ANUAL DE 2003

 

Atendendo as disposições da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001 e Resolução MPAS/CGPC 11, de 21 de agosto de 2002, procedemos a Avaliação Atuarial anual do exercício de 2003 para o Plano de Benefício Definido - PBD, administrado e operado pela CAPOF - CAIXA DE ASSISTÊNCIA E APOSENTADORIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO, com base nos dados individualizados dos Participantes e Assistidos e informações contábeis e patrimoniais do Plano levantados e informados pela Entidade, realizada pela GAMA Consultores Associados, para a data base de 31/12/2003, sendo que as bases técnicas e hipóteses atuariais elaboradas para a mencionada Avaliação Atuarial estão consubstanciadas conjuntamente com os resultados apresentados no Relatório GAMA 13 - RE 020/04, já disponibilizado à Entidade.

           

Os resultados obtidos na Avaliação Atuarial anual de 2003, estão também apresentados na Manifestação Atuarial GAMA 13 - MA 004/04, e estão registrados conforme a seguir:

           

a)       As Provisões [Reservas] Matemáticas, em 31 de dezembro de 2003, atingiram o montante de R$3.585.653,00 (três milhões, quinhentos e oitenta e cinco mil, seiscentos e cinqüenta e três reais), sendo que as Provisões [Reservas] Matemáticas de Benefícios Concedidos – PMBC foram de R$3.353.047,00 (três milhões, trezentos e cinqüenta e três mil, quarenta e sete reais), as Provisões [Reservas] Matemáticas de Benefícios a Conceder – PMBaC foram de R$1.350.522,00 (um milhão,  trezentos e cinqüenta mil, quinhentos e vinte e dois reais) e também, as Provisões [Reservas] Matemáticas a Constituir, foram avaliadas em R$1.117.916,00 (um milhão, cento e dezessete mil, novecentos e dezesseis reais).

 

b)       As obrigações do Passivo Atuarial, na forma anteriormente mencionada, no montante de R$3.585.653,00 (três milhões, quinhentos e oitenta e cinco mil, seiscentos e cinqüenta e três reais), referentes às Provisões [Reservas] Matemáticas, estão totalmente cobertas pelo Patrimônio Líquido de Cobertura que, em 31 de dezembro de 2003, atingiu o montante de R$3.592.080,08 (três milhões, quinhentos e noventa e dois mil, oitenta reais, e oito centavos), destacando que a Entidade aderiu e vem aplicando o sistema tributário (RET) em conformidade com as MP 2.222/01, MP 016/02 e MP 025/02.

 

c)       Constam, ainda, no passivo da Entidade o Fundo Atuarial de R$1.567.035,00 (um milhão, quinhentos e sessenta e sete mil, trinta e cinco reais), registrado no Fundo Previdencial do Plano, destinado à garantia das oscilações das Provisões [Reservas] Matemáticas, encontrando-se totalmente coberto pelo Patrimônio Líquido que, em 31 de dezembro de 2003, atingiu o montante total de R$5.453.611,22 (cinco milhões, quatrocentos e cinqüenta e três mil, seiscentos e onze  reais, e vinte e dois centavos).

 

Cumpre destacar que, para fins desta Avaliação Atuarial, os valores de patrimônios e ativos de investimentos do Plano utilizados foram os informados pela Entidade, baseados em sua contabilidade, bem como consideramos que o passivo atuarial ora avaliado está fixado com base na taxa de juros técnico de desconto financeiro de 6,00% a.a., independentemente da fixação de papéis “contabilizados pela curva”, carregados até o vencimento, atendendo desta forma as disposições da Resolução MPAS/CGPC 04, de 30 de janeiro de 2002, alterada pela MPAS/CGPC 08, de 19 de junho de 2002. A verificação do não comprometimento do patrimônio e da solvência dos pagamentos dos benefícios do referido Plano foram efetivados com base em Fluxo Atuarial, o qual foi apresentado em Parecer Técnico Atuarial específico.

 

 

 

Destaca-se que a Avaliação Atuarial foi realizada considerando-se os Participantes, Assistidos e Pensionistas remanescentes no Plano de Benefício  Definido – PBD, uma vez que, em 01 de dezembro de 2003, ocorreu o processo de transação de direitos e obrigações de parte dos Participantes, Assistidos  e Pensionistas do Plano Benefício Definido – PBD, para o Plano Misto de          Benefícios – PMB.

 

Desta forma, certificamos que as Provisões e Fundos anteriormente apresentados estão devidamente  registrados no Balancete Contábil da Entidade, na data de 31/12/2003, em conformidade com a Resolução MPAS/CGPC 05, de 30/01/2002, alterada pela Resolução MPAS/CGPC 10, de 05/07/2002.

 

Ante todo o exposto, conclui-se que, a situação econômico-atuarial do Plano PBD, em 31 de dezembro de 2003, estava equilibrada, conforme comprova a existência de Superávit Técnico Atuarial no Balancete Contábil do Plano, no valor de R$6.427,08 (seis mil, quatrocentos e vinte e sete reais, e oito centavos), verificado na confrontação das obrigações anteriormente expostas, com o Patrimônio do Plano destinado pela CAPOF.

 

Este é o Parecer.

 

 

Brasília, 09 de fevereiro de 2004

           

 

 

ANTÔNIO FERNANDO GAZZONI

Atuário MIBA 851 - MTb/RJ

SÓCIO DIRETOR

 

 


PARECER ATUARIAL

 

                        RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ATUARIAL ANUAL DE 2003

 

Atendendo as disposições da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001 e Resolução MPAS/CGPC 11, de 21 de agosto de 2002, procedemos a Avaliação Atuarial anual do exercício de 2003 para o Plano Misto de Benefícios - PMB, administrado e operado pela CAPOF - CAIXA DE ASSISTÊNCIA E APOSENTADORIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO, com base nos dados individualizados dos Participantes e Assistidos e informações contábeis e patrimoniais do Plano, levantados e informados pela Entidade, realizada com a data base de 31/12/2003 pela GAMA Consultores Associados, sendo que as bases técnicas e hipóteses atuariais elaboradas para a mencionada Avaliação Atuarial estão consubstanciadas conjuntamente com os resultados apresentados no Relatório GAMA 13 - RE 021/04, já disponibilizado à Entidade.

           

                                O Plano de Custeio foi estabelecido com base nos novos custos determinados através desta Avaliação Atuarial, considerando o regime de capitalização e método de financiamento agregado para os benefícios de risco, bem como a acumulação natural dos Fundos Individual e Patrocinado. Diante disso, o Custo Normal total do PMB  permaneceu fixado em 14,00% (quatorze por cento) da folha de  salários-de-participação dos participantes do Plano, sendo que o mesmo está sendo coberto paritariamente pelas contribuições das Patrocinadoras e Participantes de 7,00%, destacando-se, contudo, a observância da redistribuição dos percentuais entre o custeio dos benefícios programados e de risco em face dos regimes e métodos de financiamento utilizados, considerando, ainda, que o custeio administrativo permanece inalterado. Assim, referida redistribuição resultou na fixação para a Patrocinadora em 4,95% creditado nas contas de “Fundo Patrocinado”, 1,00% para custeio dos benefícios de riscos e 1,05% referente ao custeio administrativo e, para os Participantes em 5,29% creditado nas contas de “Fundo Individual”, 0,66% para custeio dos benefícios de riscos e 1,05% referente ao custeio administrativo.

 

                        As hipóteses atuariais descritas no relatório de Avaliação Atuarial e no “Anexo A” deste DRAA, estão formuladas em função da massa avaliada do PMB, devendo-se destacar que nesta Avaliação Atuarial foram alterados os regimes e métodos de financiamento dos benefícios de risco, acerca da adequabilidade do financiamento dos benefícios previstos no Plano, durante a fase contributiva, observados os dispositivos legais que regem a matéria, especificamente, a Lei Complementar Nº 109/2001, artigo 18, e considerando, também, as recentes mutações ocorridas na massa de Participantes e Assistidos do PMB, em decorrência do processo de transação de direitos e obrigações do PBD por este Plano, efetivada em 01/12/2003, mantidas as demais hipóteses atuariais do exercício de 2002, apresentadas na mencionada Avaliação em conformidade com a Nota Técnica Atuarial. 

            

Considerando as alterações retro-mencionadas, os resultados obtidos na Avaliação Atuarial anual de 2003, apresentados também na Manifestação Atuarial GAMA 13 - MA 004/04, estão registradas conforme a seguir:

           

d)       As Provisões [Reservas] Matemáticas, em 31 de dezembro de 2003, atingiram o montante de R$118.375.691,54 (cento e dezoito milhões, trezentos e setenta e cinco mil, seiscentos e noventa e um reais, e cinqüenta e quatro centavos), sendo que as Provisões [Reservas] Matemáticas de Benefícios Concedidos – PMBC atingiram R$100.053.207,00 (cem milhões, cinqüenta e três mil, duzentos e sete reais), as Provisões [Reservas] Matemáticas de Benefícios a Conceder – PMBaC atingiram R$28.643.598,00  (vinte e oito milhões, seiscentos e quarenta e três mil, quinhentos e noventa e oito reais) e, também, considerando as Provisões [Reservas] Matemáticas a Constituir, que foram avaliadas em R$10.321.113,46 (dez milhões, trezentos e vinte e um mil, cento e treze reais, e quarenta e seis centavos).

 

 

 

 

e)       As obrigações do Passivo Atuarial, na forma anteriormente mencionada, no montante de R$118.375.691,54 (cento e dezoito milhões, trezentos e setenta e cinco mil, seiscentos e noventa e um reais, e cinqüenta e quatro centavos), referentes às Provisões [Reservas] Matemáticas, quando consideradas as Provisões Matemáticas a Constituir, estão totalmente cobertas pelo Patrimônio Líquido de Cobertura que, em 31 de dezembro de 2003, atingiu o montante de R$118.379.555,19 (cento e dezoito milhões, trezentos e setenta e nove mil, quinhentos e cinqüenta e cinco reais, dezenove centavos), destacando que a Entidade aderiu e vêm aplicando o sistema tributário (RET) em conformidade com as MP 2.222/01, MP 016/02 e MP 025/02.

 

f)         Constam, ainda, no passivo da Entidade o Fundo Previdencial de R$11.142.492,51 (onze milhões, cento e quarenta e dois mil, quatrocentos e noventa e dois reais e cinqüenta e um centavos), formado pelo Fundo de Oscilação de Riscos de R$8.873.107,90 (oito milhões, oitocentos e setenta e três mil, cento e sete reais, e noventa centavos), pelo Fundo Coletivo de Desligamento de R$1.650.943,61 (um milhão, seiscentos e cinqüenta mil, novecentos e quarenta e três reais, e sessenta e um centavos) e pelo Fundo Coletivo de Sobrevivência R$618.441,00 (seiscentos e dezoito mil, quatrocentos e quarenta e um reais), que foi avaliado em 31/12/2003  obedecido ao disposto no artigo 67 do Regulamento do Plano Misto de Benefícios - PMB, encontrando-se totalmente coberto pelo Patrimônio Líquido que, em 31 de dezembro de 2003, atingiu o montante total de R$132.910.331,47 (cento e trinta e dois milhões, novecentos e dez mil, trezentos e trinta e um reais e quarenta e sete centavos).

 

Cumpre destacar que, para fins desta Avaliação Atuarial, os valores de patrimônios e ativos de investimentos do Plano utilizados foram os informados pela Entidade, baseados em sua contabilidade, bem como consideramos que o passivo atuarial ora avaliado está fixado com base na taxa juros técnico de desconto financeiro de 6,00% ao ano, independentemente da fixação de papéis “contabilizados pela curva”, carregados até o vencimento, atendendo desta forma as disposições da Resolução MPAS/CGPC 04, de 30 de janeiro de 2002, alterada pela MPAS/CGPC 08, de 19 de junho de 2002. A verificação do não comprometimento do Patrimônio e da solvência dos pagamentos dos benefícios do referido Plano foram efetivados com base em Fluxo Atuarial, o qual foi apresentado em Parecer Técnico Atuarial específico.

Importante ressaltar que os valores apurados na Avaliação Atuarial anual do exercício de 2003, contemplam a consolidação do processo de transação de direitos e obrigações dos Participantes e Assistidos do PBD pelo PMB, efetivada em 01 de dezembro de 2003.

 

Desta forma, certificamos que as Provisões e Fundos anteriormente apresentados estão devidamente registrados no Balancete Contábil da Entidade, na data de 31/12/2003, em conformidade com a Resolução MPAS/CGPC 05, de 30/01/2002, alterada pela Resolução MPAS/CGPC 10, de 05/07/2002.

 

Ante todo o exposto, conclui-se, que a situação econômico-atuarial do Plano PMB, em 31 de dezembro de 2003, estava equilibrada, conforme comprova a existência de Superávit Técnico Atuarial no Balancete Contábil do Plano, no valor de R$3.863,65 (três mil, oitocentos e sessenta e três reais, sessenta e cinco centavos), verificado na confrontação das obrigações anteriormente expostas, com o Patrimônio do Plano destinado pela CAPOF.

 

Este é o Parecer.

 

   Brasília, 09 de fevereiro de 2004

           

ANTÔNIO FERNANDO GAZZONI

Atuário MIBA 851 - MTb/RJ

SÓCIO DIRETOR


 

 

 

DIRETORIA EXECUTIVA

 

 

STELLIO CASTRO BORGES

BENEDITO EDSON BELFORT LEITE FILHO

ELLEN CASSAS TRAVASSOS BRISSAC

 

 

 

CONSELHO DELIBERATIVO

 

 

JURACY  LINHARES MELO JUNIOR

MARIA DO ROSARIO DE ANDRADE BRAGA CORDEIRO

JÂNIO ALVES CUTRIM

VALTER ELOI CANTANHEDE

 

 

 

CONSELHO FISCAL

 

UBALDA MARIA DE FREITAS MIRANDA

AUGUSTO CÉSAR DE MORAIS SALGADO

JOSÉ REINALDO HELUY COSTA RODRIGUES

MANOEL MURILO FALCÃO